NONO DIA - HONDURAS / NICARÁGUA

03/Jan/2020 - 9º Dia. Hoje tivemos sem dúvida um dos trechos mais burocráticos da viagem. Saímos de San Miguel em El Salvador, passamos por Honduras e chegamos em Manágua, capital da Nicarágua.


Saímos com o nascer do sol, e fomos em direção à fronteira de Honduras.

Ainda na estrada fomos parados por um posto de aduana de El Salvador para liberar a saída do carro.

Não demoramos a chegar na aduana de Honduras, porém tivemos uma demorada tramitação burocrática.

Primeiro o pagamento de taxa de U$3 dólares para cada um e a apresentação de certificado de vacinação. Também mais U$32 dólares para liberação do veículo, além de cópias dos documentos que eles mesmos emitiram.  Para cada pagamento, cópia e apresentação dos documentos, tinha uma fila. E em locais diferentes! E mesmo com o auxílio de um atencioso e dedicado de um despachante, que nós acompanhou da saída de El Salvador até a entrada em Honduras, perdemos cerca de duas horas nesse trâmite.

O lado bom foi conhecer algumas figuras ainda muito mais aventureiras do que nós, como dois franceses que estão viajando de bicicleta do Alasca até Costa Rica!!


Também foi legal encontrar no posto da Aduana adesivos de várias expedições que passaram por lá...













Aproveitamos o almoço em Choluteca para dar uma examinada na perda de óleo da direção.


Nossos mecânicos altamente especializados, com uma pequena ajuda dos mecânicos locais, descobriram um pequeno furo na mangueira da direção hidráulica.


Depois de um reparo com adesivo tipo super bonder, fita isolante e braçadeiras, esperamos que o problema seja contornado e não precisemos mais ficar completando o nível do óleo.




No final do reparo, a gentileza do Mecanico Riggo, da Michelin em Choluteca, que não quis cobrar nada pelo serviço realizado. Gratificamos com L$300 Lempiras (moeda hondurenha), que equivale a R$ 50 reais.

A passagem pela Aduana de Honduras na saída do país foi demorada, pois havia muita gente na fila quando chegamos...


Apesar da Placa de Advertência informando ser proibida a presença de “Cambistas de Moneda” “nas instalações da Aduana, são eles que nos recebem e circulam livremente por todos os lugares, com maços de dinheiros nas mãos...


Mas o pior aconteceu na entrada da Nicarágua: oficiais do posto de Aduana nos chamaram quando íamos passar pelos funcionários da imigração. 


Fomos levados até o escritório central do posto. Um oficial veio dizer que havia uma sentença  no Brasil contra um de nós. Diante da negativa de todos, ele disse que o processo era contra todos nós... negamos é claro, e ficamos tranquilos e aguardando a nossa liberação. 



Fomos interrogados individualmente sobre o que fazíamos profissionalmente, e além de explicar mostramos o BLOG Cruzando as Américas, informando que éramos acompanhados por muitas pessoas diariamente...

Depois de mais duas hora e meia de espera, conseguimos ser encaminhados para a funcionária da imigração, pagamos os U$12 dólares de taxa de entrada no país cobrados de cada um, e fomos liberados para seguir viagem! Mais terceiro mundo, impossível!

Acho que nos consideraram suspeitos por estarmos viajando de carro entre Miami e o Rio de Janeiro... e pensando bem, isso é muito suspeito mesmo!! 😅

Para compensar toda a demora na passagem pela aduana, fomos presenteados com um belo por do sol nesse ponto isolado da fronteira entre El Salvador e Honduras.


Depois de toda essa retenção na Aduana, só conseguimos chegar em Manágua à noite, quebrando nosso acordo tácito de evitar viajar à noite. A estrada até a capital da Nicarágua é nova, bem pavimentada e sinalizada. Mas havia um certo congestionamento nos últimos 30km.


A chegada em Manágua no Hotel Camino Real foi recompensadora...


























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