A MOEDA E O MIJO
“Tem que pagar para nascer, tem que pagar para viver, tem que pagar para morrer”, dizia o trecho da canção de Sílvio Brito “Pare o Mundo que Eu Quero Descer”.
Aqui, no México, também tem que pagar para urinar. Em quase todos os lugares essa necessidade fisiológica é cobrada e o preço parece ser tabelado pelo Ministério da Economia, sempre 5,00 pesos mexicanos.
Essa viagem tem a grande vantagem de nos colocar em contato com diversas culturas e elementos culturais são próprios de cada nação, povo, continente..., mas parece ser uma questão básica transcultural que a cobrança de valores monetários deve ter como contrapartida a concessão de algo, o fornecimento de um serviço ou bem. No México, paga-se para mijar em banheiros quebrados, sem papel e sem sabão; o sucedâneo mais natural da cobrança é fazer as necessidades fisiológicas em qualquer lugar...; as condições não são muito distantes.
Então, se você vem ao México, sobretudo se vai percorrê-lo de automóvel, prepare-se para duas coisas; separe muitas moedas de 5 pesos e não se aborreça com os pedágios, fartos e caros...
Tem que pagar para nascer, tem que pagar para viver, tem que pagar para mijar, tem que pagar para morrer!
(M.A.)



E tem sempre alguem na porta, presente só no corpo, com a alma ligada ao celular, como em todo lugar desse mundo conectado.
ResponderExcluirNão se aborreça. É um aprendizado para o futuro próximo no Brasil dessa nova fase neoliberal inaugurada três anos atrás.
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